28 de junho de 2009
Vale Sagrado
31 de maio de 2009
Pássaro-Mulher
Queria, como um pássaro, poder voar...
Sentir, nas asas, a brisa leve do vento,
Sobre a relva verde, poder planar
Sem me preocupar com o tempo...
De cima, avistaria os rios e o mar
Não teria pressa... nem destino certo...
Sentiria as cachoeiras de perto
E, se necessário, de galho em galho, iria repousar
Ah! Como queria!
Beber água pura das fontes,
Comer, nas árvores, muitas frutas,
Atravessar muitas pontes,
Visitar as mais belas grutas...
Escalaria imponentes rochedos
Para, lá do alto, apreciar a bela natureza
Sussurraria, numa prece, meus segredos...
Apreciaria, da flor, tanta delicadeza!
Quando a chuva caísse, sorrateira,
Voaria bem rápido, a me esconder
Entre os galhos de uma amendoeira,
Até o sol, de novo, aparecer...
Sob a luz e o calor do sol, amanhecer.
Com a luz e o brilho da lua, adormecer.
Olharia para o céu e, vendo a imensidão,
A Deus me renderia, agradecida,
Com minha alma em ascensão
E, entre encantada e estarrecida,
Descobriria que fronteiras não existem
Que, do alto, não se distingue mapa
Que diversas raças sobre a terra convivem
Como numa harmoniosa sonata...
Rosária Cid
15 de maio de 2009
Amizade
Assunto para tantos poetas é a amizade.
Até dia especial o amigo tem.
Mas o que é este sentimento do bem,
Que encanta e ensina a bondade?
Uns dirão que é especial.
Poucos dirão que é afeição.
Muitos dirão que é um manancial,
De fonte infinita de dedicação.
Mas, direi muito mais:
Que é alegria, que é paz, que é sabedoria, que é calor.
Que, simplesmente, é amor.
Tenho amigos de várias categorias:
Amigos irmãos e irmãos amigos
Amigos grandes e pequenos e, grandes e pequenos amigos
Amigos de toda hora, amigos que foram embora,
Amigos que voltaram agora e, amigos perdidos, mundo afora
Intelectuais, sentimentais, racionais e virtuais
Companheiros, verdadeiros, guerreiros e aventureiros
Inteligentes, carentes, contundentes e dependentes
Materialistas, espiritualistas, individualistas e artistas
Amigos cristãos e amigos pagãos
Determinados, complicados, esforçados e obstinados
Evasivos, conclusivos, compassivos e contemplativos
Atores, cantores, pintores e professores
Amorosos, corajosos, vaidosos e orgulhosos
Amigos maduros e amigos inseguros
Ponderados, aloprados, arrojados e compenetrados
Infantis, senis, viris e pueris
Sensitivos, destemidos, convencidos e combalidos
Vulneráveis, desejáveis, amáveis e sugestionáveis
Mas talvez, dentre todos, o de maior importância,
Seja aquele... que nem meu amigo é, de fato...
Que tenha, talvez, todos os motivos do mundo para me desprezar,
Pela imaturidade minha, pela minha arrogância,
Pelo erro meu, pelo meu inconsequente ato.
E que, no entanto, numa prova de imensa superioridade, preferiu me perdoar.
Rosária Cid
2 de maio de 2009
Matemática - Verdades da Vida
*
Amor x Amor = Elevação
Amor ÷ Amor = Egoísmo
Bondade + Bondade = Caridade
Bondade – Bondade = Vaidade
Alimento ÷ Alimento = Saúde
Alimento x Alimento = Doença
Orgulho – Orgulho = Humildade
Orgulho + Orgulho = Prepotência
Alegria10 = Felicidade
Alegria0 = Tristeza
{carinho, respeito, compreensão, paciência} ∈ Família
{brigas, falsidade, violência, infidelidade} ∉ Família
Amor ⊂ Compaixão
Individualismo ⊄ Amor
∑ (Elevação + Caridade + Saúde + Humildade + Felicidade + Família) = Amor = DEUS
∑ (Egoísmo + Vaidade + Doença + Prepotência + Tristeza) = Individualismo = { }
Rosária Cid
22 de abril de 2009
E o que é Amar?
Um dia amei.
De verdade, intensamente.
Com a força de minha alma mais do que com a de meu coração.
Amei com minha juventude, com minhas entranhas,
Amei com meu sofrimento e com meu abandono.
Amei com meu sentimento mais profundo.
Mas, quis o “destino” que eu não vivesse esse grande amor...
Seria este o verdadeiro amor que a vida me reservara? Amor transformado, reprimido, platônico?
Não! Não podia ser assim!
Não comigo, tão intensa, tão disposta a me entregar à vida!
Se não era esse o amor meu, qual seria então?
Os anos seguiram e, com eles, um grande vazio...
Um imenso vazio de amor...
Precisei reencontrar este amor escondido dentro do meu peito, dentro do meu próprio ser, para descobrir o que é, de fato, Amar.
Amo. Sempre Amei!
Mas não amo aquele amor carnal, aquele amor egoísta, aquele amor que “quer”.
Amo o Amor!
O Amor em essência,
O Amor do bem querer,
O Amor do bem viver.
O amor suave e o desmedido.
O amor pelo sol e pela lua,
O amor pelo mar e pelo vento,
O amor pela chuva e pelas tempestades,
O amor pela natureza, pelos animais, pelos vegetais, pelos minerais,
O amor pela mãe, pelo filho, pelo amigo, pelo desconhecido,
O amor completo, sem dono certo,
Com tantos donos...
O amor pelo bem e pelo mal que clama sua presença,
O amor pela aventura e pela tranquilidade,
O amor pelo necessitado e pelo prepotente,
O amor pela vítima e pelo verdugo,
O amor pela criança e pelo velho,
O amor pela miséria e pela fartura,
O amor pelo fraco e pelo forte,
O amor pelo ser e pelo que ainda não é,
O amor pelas estrelas e pelo Cosmo onde se abrigam,
O amor pelo micróbio e pelo remédio,
O amor pelo abandonado e pelo globalizado,
O amor pela criatura e pelo Criador,
O AMOR!
Que não se resume em palavras, ou em um, ou em mais sentimentos.
AMOR incondicional...
Isso é o que é o AMOR!
Amor, simplesmente.
Amor, onipresente.
Amor que está em mim desde sempre, e que, por tanto tempo, ficou oculto.
Amor que agora brota em abundância, como numa fonte de água pura e cristalina;
Amor que agora se precipita penhasco abaixo, transformado em cascata imensa,
De luz, de energia, de vida...
E o que é Amar? AMAR é isso!
Doação, em todos os sentidos, em todos os aspectos, com toda sua força...
Venha, quem quiser, beber na fonte inesgotável do AMOR que há em mim!
Rosária Cid
11 de abril de 2009
Meu Irmão
Já senti orgulho de você
Já senti raiva de você
Já tentei lhe entender com todas as forças de minha alma
E desisti...
Durante muito tempo busquei uma explicação
Que parecesse lógica! (Lógica pra quem?)
E a resposta não vinha
É que não a buscava com meu coração
Ficava lembrando aquele menino feliz
Às vezes atrapalhado, brigão e, ao mesmo tempo, doce e protetor
Pensava que a vida não tinha lhe sido muito boa
Para aniquilar, de vez, seus sentidos e emoções
Para esvaziar sua mente, o deixar à toa
Tão dependente, sem ter razões
Um dia, me disseram:
“Ele não é, só, seu irmão. É mais que isso!
Veja-o como filho.”
Quanta sabedoria...
A partir de então, meus olhos mudaram de direção
De fato, não via nele só um irmão
Dependente, solitário, desabrigado de sentimentos
Via, também, alguém sedento de sonhos, castelos, encantamentos;
Como uma criança que viesse para eu cuidar
Como uma criança que viesse para eu amar
Como é bom, hoje, poder abraçá-lo e beijá-lo com estes novos sentimentos
Transformei a “obrigação” em carinho, em afeição
Já podemos perceber os frutos
Seu sorriso se iluminou
Graças ao amor verdadeiro
Que eu ainda possa ajudá-lo a cumprir suas penas
Que eu não descuide em lhe dar a mão nos momentos precisos
Que eu ainda tenha muito tempo pra amá-lo
Rosária Cid
6 de abril de 2009
Bipolaridade
Descobri que minha mente tem dupla personalidade.
‘Uma’ é doce, meiga, servil, atenciosa, altruísta....
A ‘outra’ é vilã e ardilosa, com séria tendência à depressão, autopiedade...
‘Uma’ luta contra a ‘outra’, há muito tempo. Ora, ‘uma’ vence, ora, vence a ‘outra’.
Analisando meu perfil, é fácil perceber quando uma se sobrepõe à outra.
Nas diversas etapas da minha vida consigo, agora, distinguir quando ‘uma’ ou ‘outra’ esteve no comando da situação.
Algumas vezes, a luta foi tão intensa que ‘uma’ quase aniquilou a ‘outra’, deixando-a aprisionada.
A partir de hoje, vou estudá-las.
Analisarei, em cada ato, qual delas está se manifestando.
Vou acompanhar, bem de perto e com muita atenção esta árdua luta.
Espero ter forças para ajudar a ‘uma’ vencer a ‘outra’.
Rosária Cid
2 de abril de 2009
Chuva
Chove aqui. Muito!
O céu está totalmente fechado
Nem consigo ver minha montanha
Aquela para onde dirijo minhas preces
Mas a água é pura, cai dos céus, é Divina
Molha meu corpo, lava minha alma
Como é bom ver a chuva encharcar o chão
Como é bom ouvir a chuva bater nos telhados
Como é bom sentir a chuva deslizar pelo meu rosto
Energia pura! Suficiente para carregar minhas baterias
E eu aqui, a olhar pela janela....
Rosária Cid
14 de março de 2009
Faxina
Estou aqui ordenando os pensamentos
Como que arrumando gavetas, remexendo e jogando fora velhos “papéis”
Como é bom me sentir completa, inteira
Sentir que a consciência repousa tranquila
Olhar em volta e perceber que tudo valeu à pena
Perceber que apesar dos erros, os acertos foram maiores
É como ter a certeza do dever cumprido, ou pelo menos, parte dele
Como é fundamental ver que o céu ainda é azul; que o sol continua a brilhar
Mas principalmente, ter a certeza de que ainda há muito por fazer
Que a vida continua à minha espera
Que muito ainda posso contribuir
Que ainda tenho muito a doar
Muito a aprender
Muitos sorrisos para sorrir
Muitas lágrimas para chorar
Cair outras vezes e, novamente levantar
A tormenta se foi e a calmaria ressurgiu
Retomei minha serenidade há tempos esquecida
...e tudo volta ao normal....
Rosária Cid
6 de março de 2009
Medos
Medos são como sombras que nos perseguem sem trégua
Nossos medos às vezes são muitos; às vezes são poucos
Nossos medos às vezes nos ajudam; às vezes nos deixam loucos
Sempre presentes; não importa você corra muitas léguas
Tem gente que tem medo de gente
Tem gente que tem medo de tudo
Tem gente que tem medo do presente
Tem gente que tem medo do futuro
Tem gente que tem medo da solidão
Tem gente que tem medo da multidão
Tem gente que tem medo do amor
Tem gente que tem medo do desamor
Tem gente que tem medo de viver
Tem gente que tem medo de morrer
Tem gente que tem medo de sofrer
Tem gente que tem medo de crescer
Tem medo pra todo gosto
Tem medo pra toda hora
Tem medo que dá desgosto
Tem medo que vai embora
Eu, particularmente, prefiro meus próprios medos
Medos dos outros não me interessam
Com os meus me fortaleço
Com os meus me compadeço
Corro meus próprios riscos
Guerreio por meus princípios
Será que no fim de tudo o medo passa
como o despertar de um sonho mau?
Será que no fim de tudo o medo perde
como o despertar de um sonho bom?
Rosária Cid
25 de fevereiro de 2009
Enfim 50 anos !!!
Quem sou eu?
Sou uma minúscula partícula de Deus no Universo que vive neste Planeta há 50 anos.
Sou um pedaço de cada um de vocês que fazem ou fizeram parte da minha vida, em algum ou em todos os momentos;
Vocês com quem, juntos:
Sorri ou chorei;
Ensinei, mas principalmente aprendi;
Emprestei meu ombro amigo, discos ou livros;
Bebi e cantei nos bares da vida;
Corri atrás de meu lugar ao sol;
Dancei até a exaustão;
Caí e levantei;
Curti muito rock, blues ou new age;
Trabalhei num objetivo único;
Vibrei pelo bem comum;
Sonhei, até acordar;
Confidenciei e ouvi confidências;
Naveguei na maionese;
Voltei para casa de porre;
Vi nossos sonhos desmoronarem como castelos de areia;
Dei a volta por cima;
Vi o céu se abrir para nos dar um aviso;
Venci dificuldades;
Transpus obstáculos;
Paguei minhas contas;
Dividi ou passei noites sem dormir;
Apostei e ganhei;
Apostei e perdi;
Festejei e me consternei;
Contei estrelas de papo para o ar;
Tomei banho de chuveiro, mar, rio ou cachoeira;
Dividi um prato, um copo ou um cigarro;
Dividi um quarto, uma cama ou um colchonete;
Orei, por nós ou por alguém;
Vocês que:
Estenderam-me a mão todas as vezes que precisei;
Esforçamo-nos por nossa evolução;
Buscamos “algo maior” neste mundo.
Enfim, meus 50 anos não são só meus; são nossos. Obrigada por tudo!
Parabéns a todos nós!
Rosária Cid
23 de fevereiro de 2009
Lua Branca
*
Lua Branca, Lua amiga
Companheira e discreta
Ouve meu queixume
Ouve minha mazela
Lua Branca, Lua querida
Compassiva e inquieta
Esconde-se de mim, fugidia
Cansa-se de mim, imperfeita
Lua Branca, Lua confidente
Acalma meus desejos
Mostre-me uma estrela cadente
Leva ao infinito meus apelos
Lua Branca, Lua fria
Observa-me, compassiva
Abandona-me na noite vazia
Meu coração não alivia
Lua Branca, Lua pura
Traga-me serenidade
Para amenizar vida tão dura
Dê-me sua alegria
Sua luz me acalma
Seu brilho me embriaga
Percebo como sou nada
Diante de sua beleza
Ó Lua Branca, Ó Lua de prata
Rosária Cid
14 de fevereiro de 2009
Fevereiro, Fevereiro meu!
Este mês é definitivamente meu!
Não bastasse nele ter nascido
Reencontrei amigos;
Relembrei coisas inesquecíveis;
Revi minhas velhas professoras;
Matei saudades! Ah, quanta saudade!
Chorei de saudades;
Chorei de alegria;
Chorei de emoção!
Ah, fevereiro meu!
Lembrei que com meus amigos de escola
Compartilhei sonhos;
Realizei descobertas;
Descobri sentimentos;
Conquistei eternos amigos;
Conheci o mundo!
Ah, fevereiro!
Você também é traiçoeiro!
Em você:
Travei duelos com minha razão;
Desenterrei sonhos e pesadelos;
Sofri e fiz sofrer!
Meu fevereiro!
Em você:
Insone andei pela casa;
Olhei muitas estrelas;
Descobri minha própria força;
Busquei e encontrei minha serenidade;
E agora estou aqui, feliz, tranquila,
A lhe ver passar, esperando o próximo fevereiro.
Rosária Cid
9 de fevereiro de 2009
Último Poema
Amor estranho amor
Forte e insano
Perene, quase insensato
Doce e profundo
Amor reprimido
Amor quase bandido
Amor, simplesmente
Porque ressurges agora?
Dormias, repousado no meu peito
Quase esquecido
Doce lembrança
Doída lembrança
Doente lembrança
Confunde minha mente
Agita minha alma
Faz bater de novo meu velho coração
Faz-me escrever novos versos
Quero adormecer-te de novo
Preciso adormecer-te do novo
Amor estranho amor
Cantar-te-ei uma canção de ninar .....
Rosária Cid
14 de novembro de 2008
Se foi
Dou um grande abraço
Com uma tristeza doída
Com uma saudade rasgada
Mas trago no peito a certeza
De que ele se foi sem jamais nos deixar, pois
Não pode alguém como ele sair de nós
Não pode alguém com essa luz deixar de brilhar
Jeito de menino travesso
Sair saindo, sem causar em nós tamanha marca.
Obrigada
Pela alegria compartilhada,
Pelas gargalhadas sonoras distribuídas
Pela retidão como exemplo diário
Pela grandiosidade de se doar sem medo
Pela simplicidade de ser feliz
Vai com Deus meu amigo
Que nosso carinho iluminará seus passos trôpegos na nova jornada
Vai com Deus meu amigo
Que estaremos sempre com você e você em nós.
Rosária Cid
2 de agosto de 2003
Uma gota de sua luz
A sua sabedoria é a simplicidade.
O seu orgulho é a prática da caridade.
A sua determinação é a humildade.
Doces são suas palavras para todos que lhe procuram.
Firmes são suas decisões para buscar o bem estar de todos que lhe rodeiam.
Sua presença sempre é marcante, pois sua grandeza não é deste mundo.
Sua energia nos transforma.
Seu amor, por todos, nos impulsiona para nossa própria evolução.
Sua moral é nosso exemplo.
Estar em sua companhia nos eleva.
Seus ensinamentos nos promovem.
Seu carinho nos alegra.
É impossível não lhe amar;
É impossível não querer estar ao seu lado;
É impossível não lhe querer bem;
É impossível não querer beber da fonte de seu conhecimento.
És o mensageiro que Deus nos enviou, para trilharmos o caminho do nosso próprio bem.
És o caminho que devemos seguir para o bem dos nossos.
És o modelo a copiar pelo bem da humanidade.
Estaremos sempre a pedir para que Deus lhe ilumine cada vez mais,
para que possamos receber uma Gota de Sua Luz.
Rosária Cid
17 de agosto de 1989
Eu queria
Eu queria viver, e deparei com um mundo cão!
Eu queria ver a luz, e quando abri a janela a lua estava em eclipse!
Eu queria ouvir pessoas, e só consegui ouvir o motor da geladeira!
Eu queria calor humano, e me conformei com o cobertor!
Eu queria se feliz, ah, como queria, e estou tão triste!
Eu queria me realizar, e sou só frustrações!
Eu queria me perdoar, mas acho que não posso!
Eu queria me entregar, mas não consigo!
Eu queria amar um amor, mas não o tenho!
Eu queria explodir!!!
Rosária Cid
18 de março de 1987
Quimeras
Não sei o quanto vai durar (queria que fosse eterno)
Mas quero que enquanto dure:
Seja bom, seja terno, seja sincero
Seja essencialmente puro.
Seja simples como o tocar de mãos
Seja complexo como a troca de olhares
Que transmita paz como o sonho dos anjos.
Que a gente se sinta forte
Para quebrar o gelo da realidade;
Para espantar os “grilos” da vida;
Para acabar com os fantasmas do medo.
Que a gente se sinta fraco
Sempre que se precisar;
Sempre que o orgulho se impor;
Sempre que o desejo for mais forte.
Que nem eu nem você seja importante
A não se que juntos.
Que nem eu nem você vença
A não ser que em beneficio comum.
Que nem eu nem você perca
A não ser que para o nosso próprio orgulho.
Que quando juntos
Nada seja mais importante.
Que quando distantes
Tenhamos certeza de que somos importantes juntos.
Que quando longe
Cada um tenha sua individualidade.
Mas que sejamos felizes!
Mas que sejamos completos!
Mas que sejamos belos e puros!
Como nossos filhos!
Rosária Cid
16 de maio de 1986
Mal de Poeta
22 de agosto de 1982
Peregrinos da Luz
Paz, trazes paz
Em teus olhos teu falar
És compreensão, és paz
Vens, como o amor
Caminhando livre aos céus
Vens pra me buscar – eu sei
Que vou achar o que sempre busquei
A Paz, o Amor, que vem de Deus. De Deus.
***
Paz, sinto paz
Que harmonizou meu ser
Que vibrou por ‘nossa’ luz
E me mostrou
Que caminho vou seguir
Que caminho leva à Luz. À Luz
Agora seu que onde for serei Luz
Que mostra a paz que vem do interior
Nasci
***
Sim, trago paz
Trago a Paz que vem de Deus!
Vim pra te buscar.
Vem!
***
Rosária Cid
Iniciada em set/1982
Terminada em 22/ago/1982
Versão para música de Vangelis, do álbum Heaven and Hell – Parte II

